O PERIGO DO CONHECIMENTO

Com o tempo tudo passa, o tempo resolve tudo, o tempo faz-nos esquecer, são somente frases em que queremos acreditar mas, o que é facto, é que quanto mais tempo passa, quanto mais problemas deixamos por resolver, mais presos a eles nos sentimos.
Há pouco mais de dois anos descobri o prazer de procurar dentro de mim todas as respostas para as minhas infelicidades, acreditei que tinha encontrado uma forma de estar na vida com todos os ingredientes necessários para me sentir realizada, com os quais eu tinha sonhado a vida inteira, senti que finalmente podia ser feliz, dedicando-me a mim e ao conhecimento das mais diversas personalidades que vou encontrando no dia a dia.
Sinto um grande orgulho em ser quem sou, na pessoa em que me tornei, em ter chegado onde cheguei, em ter vivido o que vivi, em ter descoberto dentro de mim uma pessoa diferente daquela que eu julgava ser.
Tenho momentos alegres, outros tristes, choro, riu, procuro distrair-me, conhecer pessoas, conversar, procuro verdade, dou transparência, como todas as pessoas o fazem, mas o que me entristece mais são as dúvidas que as pessoas me causam.
Pessoas que defendem teorias, apregoam conceitos, procuram verdades e depois não fazem nada daquilo que dizem, enchem-se de certezas, orgulhando-se até de deixarem os outros cheios de dúvidas.
O silêncio, o isolamento, os meus pensamentos consomem-me. Esta teimosia em dar importância às coisas simples, em lutar por viver de uma maneira cristalina, em exigir a transparência dos outros, levam-me a mergulhar na mais profunda escuridão. A falta de interesse por coisas vulgares levam-me a pensar que estou a ficar viciada numa forma de estar na vida muito pouco saudável.
Penso nestes dois anos e só me vem à memória que falhei, cometendo o maior erro que podia cometer, o facto de ter transportado toda esta aprendizagem para todos os campos da minha vida: social, familiar, profissional e pessoal mas, por mais que tente agir em contrário não consigo. Esta experiência tomou conta da minha vida. Tornou-me dependente daquilo que sinto por mais que eu tente lutar contra ela.
Encontro muitas pessoas disponíveis para me oferecerem um ombro amigo, onde eu posso afogar as minhas mágoas, pessoas que me ensinam a olhar e a ver as coisas de outra forma mas, não encontro ninguém que faça com que eu não precise de um ombro amigo, alguém que me faça não ter angústias, alguém que me deixe ser quem sou.
Todas as pessoas com quem privei me deram muito, ensinaram-me muito mas deram-me poucas oportunidades para eu dar aquilo que tenho para dar. Mostraram-me muitos caminhos, ajudaram-me a escolher, fizeram-me nascer, criaram-me, viciaram-me nas suas personalidades, cativaram as minhas emoções, deram-me forças para desejar, incentivaram-me a procurar e libertaram-me.
Sinto-me livre demais, não sei viver com tanta liberdade!
Há pouco mais de dois anos descobri o prazer de procurar dentro de mim todas as respostas para as minhas infelicidades, acreditei que tinha encontrado uma forma de estar na vida com todos os ingredientes necessários para me sentir realizada, com os quais eu tinha sonhado a vida inteira, senti que finalmente podia ser feliz, dedicando-me a mim e ao conhecimento das mais diversas personalidades que vou encontrando no dia a dia.
Sinto um grande orgulho em ser quem sou, na pessoa em que me tornei, em ter chegado onde cheguei, em ter vivido o que vivi, em ter descoberto dentro de mim uma pessoa diferente daquela que eu julgava ser.
Tenho momentos alegres, outros tristes, choro, riu, procuro distrair-me, conhecer pessoas, conversar, procuro verdade, dou transparência, como todas as pessoas o fazem, mas o que me entristece mais são as dúvidas que as pessoas me causam.
Pessoas que defendem teorias, apregoam conceitos, procuram verdades e depois não fazem nada daquilo que dizem, enchem-se de certezas, orgulhando-se até de deixarem os outros cheios de dúvidas.
O silêncio, o isolamento, os meus pensamentos consomem-me. Esta teimosia em dar importância às coisas simples, em lutar por viver de uma maneira cristalina, em exigir a transparência dos outros, levam-me a mergulhar na mais profunda escuridão. A falta de interesse por coisas vulgares levam-me a pensar que estou a ficar viciada numa forma de estar na vida muito pouco saudável.
Penso nestes dois anos e só me vem à memória que falhei, cometendo o maior erro que podia cometer, o facto de ter transportado toda esta aprendizagem para todos os campos da minha vida: social, familiar, profissional e pessoal mas, por mais que tente agir em contrário não consigo. Esta experiência tomou conta da minha vida. Tornou-me dependente daquilo que sinto por mais que eu tente lutar contra ela.
Encontro muitas pessoas disponíveis para me oferecerem um ombro amigo, onde eu posso afogar as minhas mágoas, pessoas que me ensinam a olhar e a ver as coisas de outra forma mas, não encontro ninguém que faça com que eu não precise de um ombro amigo, alguém que me faça não ter angústias, alguém que me deixe ser quem sou.
Todas as pessoas com quem privei me deram muito, ensinaram-me muito mas deram-me poucas oportunidades para eu dar aquilo que tenho para dar. Mostraram-me muitos caminhos, ajudaram-me a escolher, fizeram-me nascer, criaram-me, viciaram-me nas suas personalidades, cativaram as minhas emoções, deram-me forças para desejar, incentivaram-me a procurar e libertaram-me.
Sinto-me livre demais, não sei viver com tanta liberdade!





