Orgias Femininas

Segunda-feira, Abril 09, 2007

O PERIGO DO CONHECIMENTO


Com o tempo tudo passa, o tempo resolve tudo, o tempo faz-nos esquecer, são somente frases em que queremos acreditar mas, o que é facto, é que quanto mais tempo passa, quanto mais problemas deixamos por resolver, mais presos a eles nos sentimos.

Há pouco mais de dois anos descobri o prazer de procurar dentro de mim todas as respostas para as minhas infelicidades, acreditei que tinha encontrado uma forma de estar na vida com todos os ingredientes necessários para me sentir realizada, com os quais eu tinha sonhado a vida inteira, senti que finalmente podia ser feliz, dedicando-me a mim e ao conhecimento das mais diversas personalidades que vou encontrando no dia a dia.

Sinto um grande orgulho em ser quem sou, na pessoa em que me tornei, em ter chegado onde cheguei, em ter vivido o que vivi, em ter descoberto dentro de mim uma pessoa diferente daquela que eu julgava ser.

Tenho momentos alegres, outros tristes, choro, riu, procuro distrair-me, conhecer pessoas, conversar, procuro verdade, dou transparência, como todas as pessoas o fazem, mas o que me entristece mais são as dúvidas que as pessoas me causam.

Pessoas que defendem teorias, apregoam conceitos, procuram verdades e depois não fazem nada daquilo que dizem, enchem-se de certezas, orgulhando-se até de deixarem os outros cheios de dúvidas.

O silêncio, o isolamento, os meus pensamentos consomem-me. Esta teimosia em dar importância às coisas simples, em lutar por viver de uma maneira cristalina, em exigir a transparência dos outros, levam-me a mergulhar na mais profunda escuridão. A falta de interesse por coisas vulgares levam-me a pensar que estou a ficar viciada numa forma de estar na vida muito pouco saudável.

Penso nestes dois anos e só me vem à memória que falhei, cometendo o maior erro que podia cometer, o facto de ter transportado toda esta aprendizagem para todos os campos da minha vida: social, familiar, profissional e pessoal mas, por mais que tente agir em contrário não consigo. Esta experiência tomou conta da minha vida. Tornou-me dependente daquilo que sinto por mais que eu tente lutar contra ela.

Encontro muitas pessoas disponíveis para me oferecerem um ombro amigo, onde eu posso afogar as minhas mágoas, pessoas que me ensinam a olhar e a ver as coisas de outra forma mas, não encontro ninguém que faça com que eu não precise de um ombro amigo, alguém que me faça não ter angústias, alguém que me deixe ser quem sou.

Todas as pessoas com quem privei me deram muito, ensinaram-me muito mas deram-me poucas oportunidades para eu dar aquilo que tenho para dar. Mostraram-me muitos caminhos, ajudaram-me a escolher, fizeram-me nascer, criaram-me, viciaram-me nas suas personalidades, cativaram as minhas emoções, deram-me forças para desejar, incentivaram-me a procurar e libertaram-me.

Sinto-me livre demais, não sei viver com tanta liberdade!

Sexta-feira, Março 16, 2007

A AMIZADE IDEAL

Cada um terá as suas razões que o motiva a perder tantas horas na Internet, quer seja a conversar, quer seja a pesquisar ou simplesmente à procura de pura diversão.

Creio que o que motiva a maioria das pessoas é a necessidade de procura de uma amizade terna e fiel, alguém atencioso a quem possamos confiar os nossos segredos sem corrermos perigo, alguém cujas consciências receemos menos do que as nossas, cujas palavras suavizem as nossas inquietações, cujas reflexões facilitem as nossas decisões, cuja alegria dissipe a nossa tristeza, cuja simples presença nos deixe radiante.

Para que possamos sentir isso, devemos, tanto quanto possível, escolher aqueles que sintamos que estão livres de afecções que não estão infectados com os vírus que destroem a humanidade, como a mentira, a corrupção, a ignorância, a inveja. Tal como na doença, na comunicação entre humanos, os vírus passam de pessoa para pessoa com a proximidade e, qualquer contacto com eles pode ser prejudicial, correndo o risco de se tornar rapidamente numa epidemia.

Para não ficarmos também infectados deveremos evitar, sobretudo, os temperamentos tristes, que se lamentam de tudo e por nada, que estão sempre à procura de qualquer coisa, que apregoam bens materiais numa tentativa de comprarem a nossa atenção, o nosso corpo, a nossa alma. Personalidades desprovidas de bom senso que mentem aos outros para alimentarem os seus altos egos que vão construindo na pura ilusão de se enganarem a si próprios, é o que mais se encontra.

Se aquilo que mais precisamos são amigos também sabemos que um amigo é alguém muito difícil de encontrar e não se faz um amigo com um simples estalar de dedos, é preciso ter a tranquilidade suficiente para deixar que o tempo faça realçar os que realmente são amigos verdadeiros.

Neste Mundo virtual é mais fácil encontrarmos um amante, um namorado, um marido, do que propriamente um amigo. É o local ideal para os homens fazerem sonhar as mulheres e as mulheres fingirem que excitam, provocam e satisfazem os homens. Por vezes pensamos que “os homens são todos iguais” as “mulheres são todas iguais”. Existem características que são comuns, é verdade, mas quando analisados isoladamente cada personalidade acaba por ser muito diferente uma da outra, sendo o único factor comum o facto de serem homens ou mulheres.

Num oceano de nada, cheio de virtudes e defeitos, encontramos, por vezes, alguém com quem aprendemos alguma coisa!

Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

HISTORIA REAL


Estávamos no início dos anos 60 e, como é sabido por muitos, viviam-se tempos difíceis, quer em termos económicos, quer em termos de mentalidades. As famílias de classes sociais de estratos mais baixos, pecavam, na sua maioria, pela falta de interesse social, ou seja, nada de especial acontecia, a não ser a luta pela sobrevivência. Mas, no meio de tanta vulgaridade, existiu uma senhora que teve a habilidade e inteligência de transformar a sua modesta vida, numa grande vida.
Era uma dona de casa, casada com um empregado de mesa detentor de uma personalidade amorfa, quer como marido, quer como pai. Existiam dois filhos em idade escolar básica que raramente viam o pai, pois este trabalhava todos os dias até muito tarde, completamente indisponível para os filhos, quer em termos de horários quer em termos de interesse por eles. Essa senhora sofria com essa indiferença mas lutou com todas as suas forças para que os filhos não a sentissem e conseguiu. Ocupava as suas tardes completamente dedicada a trabalhos lúdicos com os filhos, incentivando-os a desenhar, a pintar, a trabalhar com barro e a ajudá-los nos trabalhos de casa. Incutia-lhes a ideia de que os tinham de fazer muito bem feitos pois o pai quando chegasse iria vê-los. As crianças acreditavam e, quando acabavam os deveres, tinham a preocupação de deixar os cadernos abertos para que o pai os visse.
Todas as manhãs a mãe lhes dizia que o pai tinha ficado muito contente com os trabalhos realizados e que se sentia muito orgulhoso dos filhos que tinha. Sempre que recebiam uma boa nota a mãe escrevia um bilhetinho, em nome do pai, dando-lhes os parabéns e colocava-o debaixo da almofada de cada um. Pedia-lhes para eles irem sempre para a cama com os dentes, a cara e as mãos lavadas porque o pai quando chegava ia sempre beijá-los e gostava de sentir o cheiro do sabonete.
As crianças cresceram com um pai ausente mas sempre presente.
Quando se aperceberam que era tudo mentira, em vez de se sentirem enganados e, de certo modo, odiarem o pai pela sua ausência, ainda sentiram mais admiração por ele, porque o pai que sentiam não era aquele que tinham à sua frente mas, aquele que a mãe os fez acreditar que era e que estava dentro do espírito deles.
A senhora ainda é viva, o marido já morreu e, não fosse um certo descontentamento que se vislumbra no fundo seu olhar, dir-se-ia que foi e é uma mulher feliz.

Terça-feira, Dezembro 26, 2006

FIM DE ANO

Finalmente posso respirar de alívio, o Natal já passou!

Já não tenho de desejar nada de bom a toda a gente, porque o que eu mais quero durante todo o ano, é que todos sejam felizes e que não me chateiem.

Já não tenho de fingir que gostei muito dos presentes, já não tenho de gastar os meus neurónios a pensar em encontrar o presente certo para aquele ou para o outro, porque por mais que pense nunca acerto.

Resta-me esperar que esta semana passe rápido pois no dia 31 de Dezembro às 00.00 horas, ainda tenho de engolir as intragáveis 12 passas, para fingir que acredito que me vão trazer sorte, e pedir 12 desejos para serem concretizados em 2007, tarefa que me deixa sempre exausta.

Por mais que tente sentir estas datas de uma forma diferente, não as consigo distinguir de tantas outras, mais um dia que fingimos que a família é a melhor coisa do Mundo, mais uma noite em que os amigos se juntam para beberem uns copos, mais uma noite em que recebemos dezenas de sms, mais uma noite em que nos preocupamos como é que vamos regressar a casa, se de carro ou de táxi, pois nestas alturas de quem mais nos lembramos é da GNR.

Como não vos desejei um Bom Natal, resta-me desejar que o Ano Novo traga, a mim, a ti, a todos, sanidade mental para que possamos continuar a pensar.


Quinta-feira, Novembro 09, 2006

ORGASMOS




É a essência retirada do que mais íntimo e profundo existe em nós, é o que não se toca, o que não se vê, o que não se saboreia, o que não se ouve, simplesmente se sente!
É aquilo que não se tem e que se encontra nas fantasias de quem desejamos, é a mais primitiva de todas as satisfações sexuais, onde são permitidas todas as perversidades, é o que uns atingem facilmente, e outros demoram séculos para lá chegar.
É o melhor presente que podemos receber, a mais sublime de todas as ofertas que podemos dar. A sua negação é uma crueldade, o seu pedido um acto de submissão, a sua exigência um acto de dominação. É sentir-mos o nosso desejo satisfeito a percorrer o nosso corpo, que desperta a nossa mente, levando-nos a sentir desejo por personalidades desconhecidas, que nos provocam, nos levam a sonhar, nos obrigam a inventar rostos, vozes, a procurar alguém que nos faça ficar completamente inerte, registando imagens que nos despertam a imaginação e que nos levam a pensar qual será o próximo pensamento.
São ousadias que ouso em pensar que vou ter o que mais gosto para o atingir, sentir os dedos a entrar devagar dentro de mim, um após outro, pertencentes a uma mão que me faça sentir completamente preenchida, sentindo uma mistura de prazer e dor. Toco-me para mim, toco-me para alguém. A minha mão direita pára ao sentir a humidade que brota do meu corpo e entra em órbita, descrevendo movimentos circulares, ritmados, como se aquele ponto representasse a força da gravidade, força essa, que me há-de levar ao centro do Universo. Estou quase a chegar, mas perco-me no caminho porque esta viagem é composta de labirintos, e imagino que alguém me guia, com um olhar, com uma palavra e oiço uma voz que me diz: “isso…..! suficientemente convicta para me fazer ganhar força e coragem.
Por vezes imagino cenas de violência, outras cenas de paz, envolvendo uma ou mais pessoas, sempre com o objectivo de atingir o êxtase, entregando-me em tremores, em ais, em suspiros, em espasmos, em prazer.
É um imenso prazer! O tempo pára, fico exausta, sem forças, dobro-me e fico a saborear durante o tempo máximo que conseguir, o prazer divino que se sente, hibernando para um estado de carência, ávida por beijos, abraços, carícias, a precisar de ser protegida por uma capa invisível que só eu sinto que existe. Naquele momento a entrega é total, perco-me, ofereço-me, quero ser de alguém, desejo receber um pedido como se de uma ordem se tratasse, quero ter algo na minha boca, nas minhas mãos, quero dar prazer, quero sentir o prazer vindo do outro lado, quero sentir-me completa.
Agarro-te com as duas mãos, faço-te deslizar, em ritmos lentos, sinto-te a aumentar em cada movimento meu, levo-o em direcção ao meu peito, para o sentir mais perto de mim, admiro-o, sinto-lhe o cheiro, olho para ele como se de uma iguaria se tratasse e encosto-o aos meus lábios que se afastam para o receber e, sem hesitar, a minha língua percorre-o de uma ponta a outra envolvendo-o no mais puro dos desejos. Escondo-o todo dentro da minha boca devorando-o, sorvendo-o, consumindo-o, em vaivéns fortes e poderosos, até o desejo se soltar por completo, transformando-se na inundação necessária para matar a sede que existe em mim.
Os bons momentos ficam gravados na nossa memória para sempre, para os podermos melhorar, para os recordar sempre que sintamos algum vazio dentro de nós.
Para quem sente e deseja intensamente, esses vazios estão sempre presentes, existindo sempre vontade de voltar a vivê-los, quer seja em segundos, minutos, horas, dias ou noites de prazer.

Quinta-feira, Novembro 02, 2006

Mas afinal, que querem as miúdas do Minipreço?

Image Hosted by ImageShack.us

Hoje venho falar-vos, não de uma paixão assolapada entre a miúda do 2º andar e o menino do 3º piso, mas de uma coisa que me intriga.
As miúdas do Minipreço.
Não atinjo muito bem que raio de bicho mordeu aquelas santas, ainda para mais, parece que a todas de uma vez.
Eu passo a explicar. Ora um destes dias, fui lá fazer compras. Eu sou assim, muito ecléctica, do Pingo Doce ao Continente e do Minipreço ao Lidl, eu estou lá.
Por acaso confesso que o Lidl não me passa no goto, o mais estúpido, é que, sempre que lá vou, digo: Olha! Esta merda é barata, vou levar 10 faxavore. Mas isso é porque não resisto a uma pechincha, depois fico sempre a pensar sobre a merda das bolachas em espiral amanteigadas, que não são nem em espiral, nem levam manteiga.
Bom, as miúdas, só agora este título tem razão de ser no plural, porque primeiro era a miúda. Uma morena, de corpo esguio e cara de, sou-tão-fofa-e-nem-sei-o-que-fazer-mas-gostava-de-aprender. Tem aquele sorriso que me cativa, adoro sorrisos inteligentes, confesso. Além disso, tem iniciativa, bastou perguntar-lhe onde andava o esparregado, que ela aproveitou logo para me tocar. Duas vezes!
Claro que eu gostei e claro que ela ignora que por menos podia ter sido uma chatice.
Uns olharzinhos aqui e acolá e, o facto de abrir uma caixa para mim, por 3 vezes consecutivas, fizeram com que gostasse muito daquela filial do Minipreço.
Um dia destes lá fui eu, ver se a menina não se esquece de mim. E ela não estava, acho muito bem, se está de folga era de doidos ir para ali, só para ver se me via, ainda para mais, eu apareço quando quero. Claro que perdeu uma oportunidade, mas não se pode ter tudo.
Desta vez a única coisa que se via, além dos meninos do talho logo à entrada, que Deus lhes proteja o pescoço, amén, era um quinteto de gajas, para todos os gostos, menos o meu, pois.
E porquê? Perguntam os que ainda estão a ler. Para já, porque não têm nada que fazer e depois.. Ah as meninas, ora as meninas desconfio bem, que ali é tudo um bando de fufas. Não acho mal, mas intriga-me.
Quem as escolherá? Sim porque parece que é a dedo, as raparigas andam todas a babar e a derreter, mas não são para o meu gosto, porque para gajas que parecem gajos, prefiro mesmo os originais.
Mas adiante, mal entrei, as meninas da bata vermelho-duvidoso, olharam para trás, como se fossem atacar em bando. Tarda nada, estava uma: ah é seu filho, olha que giro, como se chama, mais-não-sei-o-kê e com uns olhos de fera pedrada, encara-me dizendo que o filho só podia ser lindo, sai à mãe, pois claro. Ora o puto sai ao pai, foi aqui que desconfiei do esquema. Daqui a pouco, vem outra: ah foi a senhora que pediu o preço das luvas de látex? Mas a dizer isto com o sorriso mais rasgado, como se luvas de látex nos enchessem a todos de felicidade extrema, ainda por cima, não fui eu, não senhora. Em vez de me virar as costas e ir procurar a demente que pede o preço de umas luvas de látex, pôs-se a contar-me que não sabe onde anda a senhora e, que foi ver lá trás, e-não-sei-kê, uma verdadeira odisseia das putas das luvas de látex.
Eu ia andando com o carrinho e ela vinha acompanhando...ou era parva, ou a história das luvas de látex, tem algum propósito fufístico, que um dia, pensam elas, ainda fará sentido para mim.
Entretanto vem a primeira e juntam-se as duas a elogiar o puto, ora olhavam para ele, ora olhavam para a mãe, sinceramente dá que pensar.
Mas então, quem as emprega, não as assiste? Que tipo de contratador é este que as deixa andar assim naquele desespero? E quais são os critérios de escolha? Que tipo de ficha terão de preencher estas meninas, para poderem usar uma bata, que por muito que a lavem, está sempre suja?
Não sei, mas faz o mesmo sentido que, aquela filial do Minipreço só empregar lésbicas.
Para finalizar o filme, estou a dirigir-me para a caixa, lembro-me que me esqueço sempre do pão e quando olho para trás, está o bando, umas de mãozinhas nos bolsos, outras com os bracinhos cruzados, a olhar fixamente. Digam lá, não era de uma gaja lhes perguntar: Foda-se mas afinal que é que vocês querem? Hum?
Mas como não quero saber o que elas querem, fui para trás na mesma, mas até à prateleira do pão.
Ora, para que eu não tivesse dúvidas de toda esta teoria, mais uma vez, abriram uma caixa de propósito, com um sorriso de, o-prazer-é-todo-nosso-volte-sempre-oh-vá-lá. Se não são umas fufas taradonas, sou eu que tenho cara de deficiente, grávida ou criança de colo, também pode ser esse o caso, ou então, serem da máfia russa e, andarem a trocar as tugas pelas croatas.
E eu, modéstia à parte, rendia.
Ora no meio de tudo isto, eu pergunto, onde anda a miúda morena? A tal, sim, ela que apareça e continue, que só a devo desprezar mais uma ou duas vezes, depois vou comentar como o anel dela é giro e como o cabelo dela fica tão bem, assim pelos ombros, mas que comprido também ficava...
e se não me entediar entretanto, talvez esteja lá na hora de saída dela.
Quanto às amigas, colegas de trabalho, só espero que encontrem rapidamente as luvas de látex e se divirtam a encher balões. O menino do 3ª piso, esse também está em lista de espera, se bem que, derrubava uns quantos para ele passar.
Mas ele não pode saber, por isso não lhe contem.

Image Hosted by ImageShack.us

Manefta

Terça-feira, Outubro 10, 2006

MONOGAMIA

Excluindo o aspecto da necessidade da continuação da espécie que, claro está, é intrínseco a qualquer espécie animal, todas as relações, entre duas ou mais pessoas, servem, ou deveriam servir, para que todos evoluam na sua condição, em busca daquilo que mais prazer e felicidade lhes trouxer.

Todos os comportamentos, preferências ou opções de vida, deveriam alimentar-se da verdade, em busca da verdade de cada um e, acima de tudo, diria que o mais importante é o homem tornar-se cada vez mais homem e a mulher mais mulher, onde ambos se tornam cada vez melhores seres humanos, onde cada um procura encontrar a forma de liberdade que mais lhe convier.

Embora aquilo que se passa no casal do lado não nos diga respeito, quando começamos a analisar, o que mais vemos, é que a maioria dos casais se traem, mas não assumem essa infidelidade perante o parceiro, porque não seria, certamente, bem aceite. Acredito que a monogamia tem os dias contados e que relações poligâmicas vão surgir e vão ser aceites, tornando-se no maior aliado da família, bem como, da sua felicidade.

A maior parte das pessoas defende a monogamia, não aceita, não compreende relações extra-conjugais mas, a maioria vive infeliz e, embora possam não viver essas relações, pensam nelas, desejam outros seres, admiram outras personalidades, sentindo muitas vezes atracção sexual por outros. Uns têm a coragem de o fazer, outros ficam-se pelos pensamentos, mas o que é facto é que todas as pessoas traem.

Geneticamente o homem poderá ter mais tendência para a poligamia e a mulher para a monogamia mas, com a evolução da mulher em termos de autonomia financeira, profissional e pessoal, a mulher tem cada vez mais a necessidade de encontrar verdadeiros homens, intelectualmente superiores, para satisfazerem a sua natural tendência genética que a obriga a admirar e a entregar-se a um único homem, ao mais forte, que proteja a sua família, que a satisfaça sexualmente e que a faça evoluir, logo tem de procurar mais, de sentir, de viver, com vários homens.

Posto isto, é natural que homens e mulheres sintam, cada vez mais, a necessidade de ter vários parceiros, tentando evoluir com cada um deles, numa constante aprendizagem.

Nas relações poligâmicas cada um deverá saber muito bem o lugar que ocupa nessa relação, deverá ser esclarecido e aceite entre todos. Se assim acontecer, poderão ser relações muito interessantes, em que todos se elevam como pessoas.